Ancelotti impôs condições para levar Neymar à Copa, diz Trivela

Relato atribuído a Guillem Balague aponta que o camisa 10 aceitou chegar como reserva e fora do grupo de capitães da Seleção.

Por Redação Tipstando

13/06/2026, 01:24

Carlo Ancelotti durante entrevista coletiva da seleção brasileira
Carlo Ancelotti durante entrevista coletiva da seleção brasileira - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Neymar entrou na lista do Brasil para a Copa do Mundo cercado por uma condição diferente da habitual para um jogador do seu peso. Segundo relato do jornalista Guillem Balague citado pela Trivela, Carlo Ancelotti só teria levado o atacante após uma conversa direta e com três regras definidas para a convivência do camisa 10 no grupo.

A apuração publicada nesta sexta-feira (12) aponta que Neymar, inicialmente, não estaria nos planos finais da comissão técnica. A mudança teria ocorrido nos dias anteriores ao anúncio dos 26 convocados, feito em 18 de maio, quando o treinador italiano avaliou que deixar o jogador fora poderia aumentar a pressão sobre a Seleção em caso de tropeço no Mundial.

As condições atribuídas a Ancelotti

Pelo relato, Neymar aceitou três exigências: não integrar o grupo de capitães, começar a Copa sem garantia de titularidade e reduzir de forma significativa a atividade nas redes sociais durante a competição. A decisão muda o papel público do atacante dentro da Seleção, mais próximo de uma peça a ser administrada pela comissão do que de protagonista automático.

O ponto mais sensível é a condição física. Neymar ainda trata uma lesão na panturrilha e vem trabalhando separado do restante do elenco. A expectativa citada pela Trivela é que ele não participe da estreia contra o Marrocos, marcada para este sábado, com possibilidade de retorno ao longo da fase de grupos, contra Haiti ou Escócia.

Peso técnico e gestão de vestiário

A presença do atacante mantém uma saída individual importante para o Brasil, mas também obriga Ancelotti a controlar minutos, hierarquia e ruído externo logo no começo da campanha. Se o plano se confirmar, a Seleção inicia a Copa com Neymar no elenco, mas sem o roteiro antigo de dependência total do camisa 10.

A situação também dá um recado ao grupo: nome, histórico e impacto midiático pesaram na convocação, mas não garantem braçadeira nem vaga entre os titulares. Para Ancelotti, a margem de manobra passa a estar no equilíbrio entre usar Neymar quando ele estiver pronto e evitar que sua recuperação vire o tema central da Seleção.

Fonte: Trivela, com relato citado do jornalista Guillem Balague.

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