Romário usa jejum de 24 anos para motivar Brasil na Copa
Campeão em 1994 comparou a pressão atual com a seca encerrada pelo tetra e pediu que jogadores de Ancelotti assumam protagonismo nos jogos grandes.

O jejum da Seleção Brasileira na Copa do Mundo voltou a ser tratado por Romário como combustível, não como desculpa. Em declaração publicada pelo ge nesta sexta-feira (12), o campeão mundial de 1994 disse que a pressão por encerrar uma espera de 24 anos pode empurrar a atual geração a assumir mais responsabilidade na competição.
A comparação é direta com o tetra. Antes da conquista nos Estados Unidos, o Brasil também vinha de 24 anos sem levantar a taça. Romário era o principal nome daquele time, terminou o Mundial com cinco gols e participou de lances decisivos até a final contra a Itália. Agora, o recado mira o grupo comandado por Carlo Ancelotti, que começa a Copa cercado pela cobrança do hexa.
Pressão parecida com a de 1994
Segundo o ge, Romário afirmou que sempre lidou bem com jogo grande e responsabilidade. O ex-atacante lembrou que, em 1994, sabia que aquela poderia ser a Copa dele e via a seleção com qualidade suficiente para trazer o título. A fala serve como provocação para o elenco atual: transformar o peso histórico em desempenho, especialmente nos momentos em que a partida pede decisão individual.
O Brasil não conquista o Mundial desde 2002. A seca atravessou eliminações dolorosas em mata-matas, mudanças de técnicos e diferentes gerações de jogadores. Por isso, a entrada de Ancelotti aumenta a expectativa sobre uma resposta imediata, mas não tira dos atletas a necessidade de resolver dentro de campo.
Felipe Melo também vê chance de marcar época
A matéria também ouviu Felipe Melo, que disputou a Copa de 2010. Para o ex-volante, a cobrança sobre a Seleção existiria mesmo se o Brasil tivesse vencido recentemente, porque a camisa carrega obrigação permanente de brigar pelo título. A diferença, na leitura dele, é que o jejum torna a oportunidade maior para quem quiser entrar para a história.
Romário reforçou essa linha ao dizer que jogadores diferentes aparecem justamente nesse tipo de contexto. A cobrança não desaparece, mas pode separar quem se esconde de quem pede a bola. Para o Brasil de Ancelotti, a mensagem chega antes da estreia como um lembrete simples: o hexa não será tratado apenas como campanha técnica, mas como resposta a duas décadas de frustração.
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