Tunísia troca comando e chama Hervé Renard durante a Copa do Mundo

Técnico francês assume a seleção tunisiana após a saída de Sabri Lamouchi, consequência direta da goleada sofrida contra a Suécia na estreia.

Por Redação Tipstando

16/06/2026, 12:42

Hervé Renard durante Espanha x Marrocos, pela Copa do Mundo de 2018.
Hervé Renard durante Espanha x Marrocos, pela Copa do Mundo de 2018. - Foto: Александр Подгорчук / klops.ru, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A Tunísia mudou de técnico em plena Copa do Mundo. Hervé Renard foi escolhido para assumir a seleção no restante da competição, depois da demissão de Sabri Lamouchi após a goleada sofrida contra a Suécia. Segundo o ge, a informação foi publicada nesta terça-feira (16), em notícia atualizada às 6h34.

A decisão acontece logo depois de um início pesado para os tunisianos no Mundial. A derrota por 5 a 1 para a Suécia expôs problemas defensivos e acelerou a troca no banco antes da sequência da fase de grupos. Não se trata de ajuste para o próximo ciclo: Renard chega para tentar reorganizar a equipe ainda dentro do torneio.

Renard volta a um ambiente que conhece

O francês tem histórico forte no futebol de seleções africanas. Foi campeão da Copa Africana de Nações com Zâmbia, em 2012, e Costa do Marfim, em 2015, além de ter comandado Marrocos e Arábia Saudita em Copas do Mundo. Esse currículo explica a escolha por um treinador acostumado a trabalhar com pouco tempo de treino e pressão imediata.

Para a Tunísia, o desafio é menos estético e mais urgente. A seleção precisa recuperar competitividade, ajustar a marcação e reduzir o impacto emocional da estreia. Em torneios curtos, uma troca de comando costuma ter efeito limitado, mas pode mexer na escalação, na postura sem bola e na hierarquia do elenco.

Troca aumenta a pressão no grupo

A demissão de Lamouchi também manda um recado ao elenco. A federação tunisiana optou por uma resposta rápida, sem esperar o fim da primeira fase, e coloca Renard diante de uma missão de emergência: pontuar, melhorar o saldo e manter a equipe viva matematicamente.

A próxima partida da Tunísia passa a ter peso ainda maior. Mais do que reagir ao placar contra a Suécia, o time terá que mostrar se a mudança no comando veio a tempo de alterar o rumo da campanha.

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