Copa de 2026 terá contagem contra cera e VAR ampliado
Mudanças previstas para o Mundial incluem limite em lateral, tiro de meta, substituição e atendimento médico, além de novas checagens de vídeo.

A Copa do Mundo de 2026 vai começar com um pacote de mudanças na arbitragem para tentar reduzir a perda de tempo e acelerar reinícios de jogo. Segundo o ge, as novas orientações já apareceram em amistosos pré-Copa e serão usadas durante o Mundial, antes de chegarem à maior parte das competições pelo mundo a partir de julho.
A mexida mira situações que costumam quebrar o ritmo da partida. Na Copa anterior, de acordo com a reportagem, os jogos chegaram a média próxima de 100 minutos quando os acréscimos entram na conta, mas cerca de 42 minutos eram consumidos por bolas paradas. A resposta da IFAB, responsável pelas leis do jogo, foi transformar atrasos recorrentes em punições mais objetivas.
Contagem no lateral, tiro de meta e substituição
Em cobranças de lateral, o árbitro poderá iniciar uma contagem visual de cinco segundos quando identificar demora deliberada. Se o arremesso não for feito a tempo, a posse passa ao adversário. No tiro de meta, a lógica é parecida: atraso proposital pode virar escanteio para o outro time.
A substituição também ganha prazo. Depois da placa do quarto árbitro, o jogador chamado para sair terá 10 segundos para deixar o campo. Caso demore sem motivo médico claro, o substituto fica um minuto esperando para entrar, e a equipe joga esse período com um atleta a menos.
Atendimento médico e VAR com mais alcance
Outra mudança atinge o retorno após atendimento. O jogador que sair para ser atendido deverá esperar pelo menos 60 segundos antes de voltar, regra criada para diminuir o uso da parada médica como forma de esfriar o jogo. A exceção segue ligada a casos em que o árbitro entenda haver situação específica de lesão ou segurança.
O VAR também terá campo de atuação maior na Copa de 2026. Além de gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação, o vídeo poderá corrigir escanteio marcado de maneira claramente incorreta, desde que a revisão não atrase o reinício, e aplicação equivocada de segundo cartão amarelo que levaria a uma expulsão.
Na prática, a estreia dessas medidas coloca mais responsabilidade sobre árbitros e jogadores logo na primeira rodada. Para as seleções, não será só adaptação técnica: laterais, goleiros, zagueiros e atletas substituídos terão de ajustar hábitos que antes terminavam apenas em advertência verbal ou acréscimo no relógio.
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