Irã avisa Fifa que pode deixar campo em jogos da Copa
Ministro dos Esportes afirmou que a seleção foi orientada a interromper partidas se houver slogans políticos ou bandeiras não reconhecidas nos estádios.

O Irã levou para a Fifa uma preocupação que pode afetar diretamente seus jogos na Copa do Mundo de 2026. O ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (10) que a seleção foi instruída a deixar o gramado caso haja manifestações políticas contra o país durante as partidas.
Segundo o portal Trivela, a declaração foi dada ao portal iraniano Varzesh3. O recado envolve dois pontos: cânticos ou slogans políticos nas arquibancadas e a exibição de bandeiras que o governo iraniano não reconhece como oficiais. A cobrança foi enviada à Fifa antes da estreia da equipe no Mundial.
Alerta antes da estreia
O Irã está no Grupo G e estreia contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois, enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, e fecha a primeira fase contra o Egito, em Seattle. Os dois primeiros jogos em território americano chamam atenção pelo contexto diplomático: Los Angeles tem uma comunidade iraniana numerosa, e a delegação chega ao torneio em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos, um dos países-sede.
Donyamali disse que a Fifa foi avisada de que integrantes da seleção deixariam a partida ao ouvir slogans políticos nos estádios. O ministro também reforçou que apenas a bandeira oficial do Irã deveria ser aceita pela organização.
Preparação já teve entraves
A participação iraniana na Copa já vinha cercada por problemas fora de campo. Parte de dirigentes e membros da comissão teve dificuldade com vistos para entrar nos Estados Unidos, e a preparação foi deslocada para Tijuana, no México. A federação iraniana também reclamou de restrições ligadas à cota de ingressos para torcedores do país.
Dentro desse ambiente, a fala do ministro aumenta a pressão sobre a operação dos jogos do Irã. Para a Fifa, o desafio será separar segurança, protocolo de estádio e liberdade de manifestação sem transformar uma partida da fase de grupos em crise diplomática.
A estreia iraniana ficou marcada como o primeiro teste dessa tensão. Se houver protestos ou símbolos contestados nas arquibancadas, o jogo pode ter uma interrupção que irá muito além do futebol.
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