Pochettino mira salto dos EUA na Copa e cobra equilíbrio na ambição
Técnico vê a seleção anfitriã com confiança alta, mas lembra que o futebol exige peso histórico diferente de outros esportes americanos.

Mauricio Pochettino tentou colocar a expectativa dos Estados Unidos em uma medida mais realista às vésperas da Copa do Mundo. À frente de uma das seleções anfitriãs, o treinador argentino disse que a confiança americana pode ajudar, mas cobrou equilíbrio para que a ambição não vire atalho em um esporte com outra lógica competitiva.
Segundo o ge, a fala foi feita em entrevista divulgada pelo The Guardian. Pochettino foi questionado sobre a cultura esportiva dos EUA, acostumada a vencer e a se enxergar no topo em modalidades como basquete, beisebol e hóquei. No futebol, ele lembrou que a concorrência envolve seleções com mais de um século de tradição, como Brasil, Argentina, Inglaterra, França e Espanha.
O desafio do anfitrião
A seleção americana chega ao Mundial pressionada por jogar em casa e por carregar um projeto que tenta ampliar o espaço do futebol no país. Pochettino não rejeitou a autoconfiança local. O ponto dele foi outro: transformar essa postura em energia competitiva sem ignorar a diferença entre vencer em esportes dominados internamente e disputar uma Copa contra potências históricas.
Na entrevista, o técnico afirmou aceitar a “arrogância” de países tradicionais no futebol e comparou esse comportamento ao modo como os americanos se veem no esporte. Para ele, a pergunta “por que não ganhar no futebol?” pode ser empolgante, desde que venha acompanhada de noção sobre o caminho que ainda precisa ser percorrido.
Grupo e peso da estreia
Os Estados Unidos estão entre os centros de atenção do torneio por serem anfitriões ao lado de México e Canadá. Além do apelo comercial, o time de Pochettino terá de responder dentro de campo a uma cobrança maior do que em edições anteriores, justamente porque atua diante de sua torcida.
A fala do treinador ajuda a desenhar o tom da campanha: confiança, sim, mas sem vender favoritismo artificial. A seleção americana precisa mostrar evolução em jogos grandes para transformar ambiente favorável em resultado. A Copa será o teste mais direto desse discurso.
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