São Paulo entra em julho com sete contratos sob risco
Calleri e Lucas Moura puxam lista de atletas que ficam livres para assinar pré-contrato se não renovarem com o Tricolor.

O São Paulo chega à pausa da temporada com uma pendência que vai além do campo: sete jogadores do elenco têm contrato até 31 de dezembro e, a partir de julho, poderão assinar pré-contrato com outros clubes. A lista inclui nomes de peso para a torcida, como Calleri e Lucas Moura, além de Luan, Rafael Tolói, Young, Felipe Preis e Matheus Belém.
Segundo o ge, a diretoria já trata algumas situações como prioridade, mas nem todos os casos estão no mesmo estágio. O ponto mais sensível é Calleri. O centroavante argentino tem conversas em andamento com o clube, embora as negociações não tenham avançado nas últimas semanas. A leitura interna é de que a relação construída desde o retorno ao Morumbi reduz o risco de uma saída sem diálogo prévio. Aos 32 anos, ele soma 256 partidas pelo São Paulo e é um dos principais ídolos recentes do elenco.
Lucas espera a pausa para definir o futuro
Lucas Moura também está no grupo de jogadores que podem ficar livres para negociar com outras equipes. As conversas foram abertas em março, mas as partes decidiram usar a pausa para a Copa do Mundo como período de avaliação. O meia, hoje com 33 anos, se recupera de uma ruptura total no tendão de Aquiles da perna direita, sofrida em 3 de maio, e passou por cirurgia. A previsão mais conservadora aponta retorno em 2027, embora exista expectativa de volta ainda em novembro se a recuperação avançar melhor do que o previsto.
No caso de Luan e Rafael Tolói, o quadro é de indefinição. Os dois não receberam sinal claro de renovação e, sem espaço consolidado entre os titulares, podem terminar o ano fora dos planos. Young vive situação diferente: o empresário Wagner Ribeiro pretende buscar um pré-contrato no meio do ano, especialmente depois da chegada de Carlos Coronel, que mudou a disputa interna pela vaga de segundo goleiro.
Cotia também entra na avaliação
Felipe Preis e Matheus Belém completam a relação. Ambos foram formados em Cotia e ainda dependem de uma avaliação mais firme da comissão técnica. Matheus já passou por empréstimos para ganhar rodagem, mas enfrenta concorrência no setor defensivo.
Para o São Paulo, julho vira um prazo prático. Se o clube quiser evitar perda de ativos sem compensação financeira, precisará separar rapidamente quem faz parte do planejamento de longo prazo e quem seguirá até o fim do vínculo apenas como opção de elenco.
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