Ancelotti cobra mais controle do Brasil após empate com Marrocos

Técnico citou ansiedade, perdas de bola e transições cedidas na estreia da Seleção na Copa do Mundo.

Por Redação Tipstando

14/06/2026, 04:22

Carlo Ancelotti em entrevista coletiva
Carlo Ancelotti em entrevista coletiva - Foto: Doha Stadium Plus Qatar / CC BY 2.0

O empate por 1 a 1 com Marrocos deixou Carlo Ancelotti insatisfeito com a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Depois do jogo deste sábado (13), o técnico admitiu que a Seleção começou abaixo do esperado e apontou ansiedade, perda de bolas e pouca estabilidade como problemas centrais do primeiro tempo.

Fonte: Trivela. Segundo a Trivela, Ancelotti falou primeiro à CazeTV ainda no gramado e resumiu que o time “tem que melhorar”. Depois, em entrevistas à Globo e na coletiva, detalhou que o Brasil entrou preocupado, perdeu duelos e permitiu transições perigosas a Marrocos.

Primeiro tempo expôs falta de controle

A avaliação do treinador bate com o desenho da partida. Marrocos abriu o placar aos 20 minutos, com Ismael Saibari, em uma etapa inicial na qual conseguiu sair da pressão brasileira e atacar espaços. Ancelotti citou “pouco equilíbrio em campo” e reconheceu que a Seleção precisava ter segurado mais a bola para esfriar o ritmo marroquino.

O próprio Vinicius Júnior, autor do gol de empate, reforçou esse ponto depois da partida. O atacante disse que o Brasil precisava circular a bola de um lado para o outro com mais paciência, especialmente contra um adversário pronto para se defender e acelerar no contra-ataque.

Intervalo mudou o tom, mas não resolveu tudo

Ancelotti também destacou o intervalo como momento-chave para ajustar a equipe. A Seleção passou a ter mais posse e reduziu o ímpeto de Marrocos, mas seguiu com dificuldade para transformar controle em chances claras. Vini Jr. afirmou que o pedido do técnico foi justamente para o time prender mais a bola e usar melhor as opções de passe.

O resultado não compromete a campanha, mas aumenta a cobrança para a sequência do grupo. A estreia mostrou um Brasil capaz de reagir, porém ainda vulnerável quando perde duelos no meio e deixa o adversário correr em transição. Para Ancelotti, a correção passa menos por discurso e mais por controle: o time precisa jogar com menos pressa para não repetir o roteiro do primeiro tempo.

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