Brasil empata com Marrocos e expõe dois Brasis na estreia de Ancelotti

Seleção sai atrás no MetLife Stadium, reage com Vinicius Júnior e deixa a primeira rodada do Grupo C com ajustes claros para fazer.

Por Redação Tipstando

14/06/2026, 00:43

Jogadores de Brasil e Marrocos disputam lance durante partida entre as seleções
Jogadores de Brasil e Marrocos disputam lance durante partida entre as seleções - Foto: Fabio Souza/CBF

O Brasil estreou na Copa do Mundo com empate por 1 a 1 contra Marrocos, neste sábado (13), no MetLife Stadium, pela primeira rodada do Grupo C. O resultado não derruba a Seleção, mas deixa uma leitura imediata para Carlo Ancelotti: o time ainda oscila demais entre o brilho dos atacantes e a segurança coletiva que o treinador considera indispensável.

Segundo a Trivela, Marrocos foi superior no primeiro tempo e abriu o placar com Ismael Saibari, após passe de Brahim Díaz em uma jogada que encontrou espaço nas costas da defesa brasileira. A resposta veio com Vinicius Júnior. O atacante recebeu pela esquerda, combinou com Bruno Guimarães e acertou finalização forte para igualar ainda antes do intervalo.

Primeiro tempo mostrou problemas sem a bola

A etapa inicial deixou o Brasil desconfortável. Marrocos teve volume por dentro, usou a movimentação de Brahim Díaz e Saibari para atrair os volantes brasileiros e conseguiu atacar uma linha defensiva exposta. O gol sofrido nasceu justamente desse desencaixe: pressão mal coordenada na frente, campo aberto atrás e tempo para o passe vertical.

Do outro lado, a Seleção viveu de lances mais curtos. Vinicius Júnior foi o escape mais claro, principalmente quando Achraf Hakimi avançava e deixava espaço no corredor. O empate nasceu desse tipo de situação, com velocidade para transformar uma recuperação de bola em finalização limpa.

Mudanças reduziram sustos, mas ataque perdeu força

No segundo tempo, Ancelotti tentou corrigir a estrutura com Danilo e Fabinho. A equipe ficou mais protegida, controlou melhor a posse e reduziu as chegadas marroquinas. A melhora defensiva, porém, veio acompanhada de pouca produção ofensiva. Igor Thiago teve uma das chances mais claras logo no começo da etapa, mas parou no goleiro. Raphinha também finalizou em transição, sem conseguir tirar do centro do gol.

O empate resume o dilema que acompanha o início do trabalho de Ancelotti na Copa: o Brasil tem talento para resolver jogos em poucos toques, mas precisa sustentar esse peso com organização sem a bola. O próximo compromisso contra o Haiti ganha importância justamente por isso. Mais do que a pontuação, a Seleção precisa mostrar se consegue juntar controle, pressão e agressividade sem depender de uma jogada individual para respirar.

Fonte: Trivela.

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