Marrocos mostra por que empate com o Brasil não foi acaso na Copa
Seleção africana sustentou posse, incomodou pelo lado direito e chegou a 30 jogos de invencibilidade após o 1 a 1 no Grupo C.

O empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, no sábado, pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo, teve menos cara de tropeço isolado e mais de aviso. A seleção africana confirmou em campo a fase de crescimento que já vinha do quarto lugar no Mundial de 2022 e chegou a 30 jogos de invencibilidade, marca que a coloca entre as equipes mais difíceis de bater neste início de torneio.
Segundo o ge, Marrocos controlou trechos importantes da partida com uma base jovem no meio-campo. Ayyoub Bouaddi, de 18 anos, e Bilal El Khannouss, de 22, ajudaram a segurar a posse e impediram que o Brasil acelerasse com frequência pelo centro. O time de Carlo Ancelotti sofreu para recuperar a bola em zonas mais altas e passou parte do jogo correndo atrás da circulação marroquina.
Lado direito virou caminho de perigo
O setor mais incômodo para a defesa brasileira foi o lado direito do ataque de Marrocos. Achraf Hakimi, campeão da Champions League pelo PSG, combinou com Brahim Díaz, do Real Madrid, e deu volume a uma faixa do campo em que a seleção brasileira teve dificuldade para encaixar a marcação.
Foi justamente Brahim quem encontrou o passe para Saibari marcar. O atacante, destaque do PSV e já apontado no radar do Bayern de Munique, reforçou a impressão de que Marrocos não depende apenas de organização defensiva. Há talento espalhado por clubes de elite e capacidade para machucar adversários grandes.
Invencibilidade muda o peso do resultado
O dado dos 30 jogos sem derrota ajuda a explicar por que o empate não pode ser lido só pela tradição das camisas. Marrocos iniciou a Copa com nove titulares atuando nas cinco principais ligas europeias, um a mais que o Brasil na comparação feita pelo ge.
Hakimi resumiu esse status ao lembrar que, na África, a equipe é chamada de “brasileiros africanos”. A frase combina orgulho e cobrança: depois da semifinal no Catar, Marrocos não chega mais como surpresa simpática. Chega como seleção testada, com nomes em alto nível e repertório para competir contra favoritos.
Para o Brasil, o recado fica antes da sequência do grupo. O resultado ainda não compromete a campanha, mas expôs problemas de pressão, encaixe pelos lados e controle de ritmo contra um adversário que soube jogar com a bola e com o placar.
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