Ancelotti ganha problema pela direita com Raphinha após empate do Brasil

Atacante do Barcelona oscilou entre meio e ponta contra Marrocos, enquanto Vini Jr teve mais apoio pelo lado esquerdo na estreia brasileira na Copa.

Por Redação Tipstando

14/06/2026, 23:42

Jogador do Brasil disputa lance contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo
Jogador do Brasil disputa lance contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo - Foto: Nelson Terme/CBF

O empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos deixou uma questão prática para Carlo Ancelotti antes da segunda rodada da Copa do Mundo: como fazer Raphinha participar mais sem desmontar o ataque. O jogador do Barcelona começou centralizado, depois foi deslocado para a direita, mas só cresceu quando recebeu apoio no setor no segundo tempo.

Segundo o site Trivela, que publicou a análise neste domingo (14), a Seleção concentrou boa parte das jogadas pelo lado esquerdo no primeiro tempo. Vini Jr, mesmo marcado por Achraf Hakimi, teve aproximações de Douglas Santos e Bruno Guimarães e acabou marcando o gol brasileiro após a parada para hidratação. Do outro lado, Raphinha passou boa parte da etapa inicial com menos companhia, enquanto Lucas Paquetá alternava função e buscava zonas mais centrais.

Lado direito ficou sem profundidade

A mudança de posição entre Paquetá e Raphinha aconteceu depois do gol marroquino, marcado por Ismael Saibari. Ainda assim, o Brasil demorou a encontrar amplitude pela direita. Vini Jr resumiu a leitura após a partida ao dizer que a equipe ficou sem um jogador naquele lado e que a troca feita por Ancelotti ajudou a corrigir parte do problema.

O ajuste funcionou melhor no segundo tempo, principalmente com as entradas de Luiz Henrique e Danilo. Com mais presença no corredor direito, Raphinha conseguiu aparecer em zonas mais altas, e Matheus Cunha deu outra mobilidade ao ataque ao substituir Igor Thiago. A chance mais clara do camisa do Barcelona veio já nessa configuração, mas a finalização parou em Yassine Bounou.

Raphinha ainda busca encaixe na Seleção

A dificuldade não é apenas de posição. No Barcelona de Hansi Flick, Raphinha teve mais liberdade para atuar pela esquerda, embora a carreira dele tenha sido construída com muitos minutos pela direita. Na Seleção, Ancelotti tem usado o atacante em funções diferentes e já deixou claro que não pretende fixar o desenho ofensivo durante os jogos.

O próximo teste vem contra o Haiti, na sexta-feira (19), no Estádio da Filadélfia, às 21h30 (de Brasília). Até lá, Ancelotti precisa decidir se mantém o quarteto ofensivo com Paquetá, Vini Jr, Raphinha e um centroavante ou se dá ao lado direito uma estrutura mais parecida com a que impulsionou o gol brasileiro pela esquerda.

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