Dirigente mexicano renuncia após gesto racista contra torcedora sul-coreana na Copa

Ulises Bernal deixou o comando de uma entidade de engenheiros em Jalisco depois da repercussão de vídeo gravado no jogo entre Coreia do Sul e República Tcheca.

Por Redação Tipstando

14/06/2026, 13:26

Arquibancada e campo do Estádio Akron, em Guadalajara
Arquibancada e campo do Estádio Akron, em Guadalajara - Foto: Alejan98 / Wikimedia Commons (CC0)

A repercussão de um episódio de racismo nas arquibancadas da Copa do Mundo terminou com a renúncia de Ulises Bernal à presidência do Colégio de Engenheiros Topógrafos e Geomáticos do Estado de Jalisco. Segundo o ge, o mexicano anunciou a saída do cargo depois de ser identificado em um vídeo fazendo um gesto discriminatório contra a influenciadora sul-coreana Ino Cat.

O caso aconteceu na quinta-feira (11), no Estádio Akron, em Guadalajara, durante a vitória da Coreia do Sul por 2 a 1 sobre a República Tcheca. Ino Cat, que soma mais de 2 milhões de seguidores no TikTok, gravava interações com torcedores mexicanos quando Bernal puxou os cantos dos próprios olhos para trás, gesto associado a estereótipos racistas contra pessoas asiáticas.

Vídeo nas redes aumentou a pressão

A influenciadora publicou o registro nas redes sociais com uma legenda relatando ter sofrido racismo na Copa. A partir daí, internautas identificaram Bernal como então presidente da entidade de Jalisco, e as críticas se espalharam rapidamente.

No sábado (13), o dirigente publicou um pedido público de desculpas. Ele disse que sua atitude foi inadequada, afirmou estar arrependido e declarou que havia deixado o cargo para não vincular a instituição ao episódio.

Pedido de desculpas também citou a comunidade sul-coreana

Na gravação, Bernal afirmou que estrangeiros devem se sentir bem recebidos no México e admitiu ter agido no sentido contrário. Ele pediu desculpas a Ino Cat, à comunidade sul-coreana, aos mexicanos e ao público internacional.

O mexicano também disse que tentou contato com a influenciadora para pedir desculpas pessoalmente. A renúncia transforma um caso de arquibancada em consequência institucional em plena primeira semana da Copa, num momento em que a organização e as cidades-sede estão sob atenção global não só pelo futebol, mas também pela conduta dos torcedores nos estádios.

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