Neymar será reavaliado antes de definição sobre jogo do Brasil contra o Haiti
Atacante ainda não treinou com bola desde a lesão na panturrilha, e comissão técnica da Seleção prefere evitar pressa na Copa do Mundo.

Neymar entra na semana do jogo entre Brasil e Haiti ainda sem garantia de liberação para voltar a atuar pela Seleção. O atacante será reavaliado nesta segunda-feira, em Nova Jersey, e a comissão técnica trata a decisão com cautela para não acelerar a recuperação da lesão na panturrilha direita.
Segundo o ge, a próxima quarta-feira completa um mês da lesão sofrida pelo jogador no confronto entre Santos e Coritiba, em 17 de maio. Desde então, Neymar não participou de treinos com bola. A avaliação interna é de que o retorno precisa passar primeiro pela confirmação da cicatrização e, depois, por uma etapa de transição física no gramado.
Reavaliação pode definir plano da semana
A Seleção estuda a possibilidade de uma nova ressonância magnética no início da semana. O exame serviria para checar a evolução do estiramento grau dois antes de qualquer liberação para atividades de campo. Mesmo que a resposta médica seja positiva, a tendência é de retorno gradual, com controle de carga e acompanhamento da preparação física.
O Brasil enfrenta o Haiti na sexta-feira, na Filadélfia, pela Copa do Mundo. A presença de Neymar entre os relacionados ainda não está descartada, mas hoje é tratada como improvável. O desejo do camisa 10 de ficar à disposição pesa no acompanhamento diário, mas não muda a orientação de evitar risco de nova lesão.
Comissão mira fases decisivas
Carlo Ancelotti e a comissão técnica já sinalizaram internamente que não há pressa para utilizar Neymar na fase atual. Uma ala do estafe defende preparar o atacante apenas para o mata-mata, caso a evolução física confirme segurança para minutos em jogo.
Nas últimas semanas, a CBF tem trabalhado para que Neymar mantenha a condição física possível dentro das limitações da panturrilha. A transição para o campo deve mirar principalmente a parte cardiovascular antes da integração completa ao grupo.
A decisão sobre o Haiti, portanto, não depende só da dor ou da vontade do jogador. O ponto central será a resposta clínica da lesão e o quanto a comissão considera seguro colocá-lo em ritmo competitivo durante a Copa.
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