Técnico do Marrocos trata estreia contra o Brasil como teste de afirmação na Copa
Mohamed Ouahbi elogiou Ancelotti e a tradição brasileira, mas reforçou confiança antes do duelo de sábado pelo Grupo C.

O Marrocos chega à estreia na Copa do Mundo com discurso de respeito ao Brasil, mas sem tentar esconder a ambição. Em entrevista à Fifa publicada às vésperas do jogo, o técnico Mohamed Ouahbi chamou o confronto de sábado, pelo Grupo C, de "enorme" e disse que a seleção brasileira continua sendo uma referência mundial mesmo depois de um ciclo irregular.
Segundo o ge, o treinador marroquino citou a força histórica do Brasil em Copas, a qualidade do elenco e o peso de Carlo Ancelotti no banco. A fala vem em uma semana de expectativa alta para a abertura da campanha brasileira, marcada para sábado, às 19h de Brasília, contra o adversário considerado mais forte da chave.
Marrocos tenta repetir impacto de 2022
Ouahbi assumiu a seleção principal em um contexto de cobrança elevada. O Marrocos terminou a última Copa em quarto lugar e virou uma das referências recentes fora do eixo europeu e sul-americano. Agora, mesmo com desfalques, o técnico sustenta que o jogo contra o Brasil é uma chance de mostrar que a equipe segue competitiva.
A declaração mais forte foi nessa linha: para ele, o Marrocos precisa entrar em campo com a intenção de mostrar que também importa no cenário da Copa. Ao mesmo tempo, o treinador evitou transformar a entrevista em provocação. Falou em humildade, lembrou que enfrentará um "gigante" e disse que a equipe precisa acreditar no próprio trabalho.
Brasil vira primeiro medidor do grupo
A estreia tem peso especial porque coloca frente a frente dois times que chegam com narrativas bem diferentes. O Brasil inicia a Copa sob Ancelotti e ainda tenta transformar nomes fortes do elenco em uma equipe estável. O Marrocos, por outro lado, busca provar que a campanha histórica de 2022 não foi um ponto fora da curva.
Ouahbi também afirmou que pretende manter o grupo em uma "bolha" para evitar distrações antes da partida. A ideia, segundo ele, é preservar a frieza necessária para tomar decisões durante o jogo e não deixar o ambiente da estreia pesar mais que o plano de campo.
Para o Brasil, a fala reforça o tamanho do primeiro compromisso. Antes de pensar no restante da chave, a seleção terá pela frente um rival confiante, com memória recente de Copa forte e disposto a medir forças logo na largada.
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