Textor contesta venda da SAF do Botafogo e cita disputa judicial por ações
Ex-gestor reagiu ao acordo vinculante entre Botafogo e GDA Luma e afirmou que processos no Reino Unido e nos EUA discutem a propriedade das ações.

A tentativa de venda da SAF do Botafogo à GDA Luma Capital ganhou um novo ponto de tensão. Depois de o clube assinar, na sexta-feira, um acordo vinculante para avançar na operação, John Textor voltou a contestar a situação das ações da empresa e afirmou que há uma disputa judicial em curso sobre quem tem direito a elas.
Segundo o ge, o empresário americano, que comandou a SAF alvinegra antes da crise envolvendo a Eagle Football, disse ao Canal do TF que existem ações relevantes no Reino Unido e nos Estados Unidos tratando da propriedade das ações. A fala coloca pressão sobre a etapa seguinte da negociação, já que a Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco, participa do processo ligado aos ativos do grupo.
O que está em discussão
O ponto central é a alegação de Textor de que a Eagle Bidco não teria concluído a transferência das ações da SAF do Botafogo porque, segundo ele, não houve o pagamento devido à sua pessoa física. Com isso, o americano sustenta que ainda há uma pendência jurídica capaz de interferir no controle dos papéis.
Do outro lado, o acordo vinculante anunciado pelo Botafogo indica uma rota para uma futura venda à GDA Luma Capital. Esse tipo de documento não significa conclusão imediata do negócio, mas formaliza bases para a transação avançar, normalmente condicionada a etapas de diligência, aprovações e resolução de pontos legais.
Impacto para o Botafogo
Para o torcedor, a consequência prática é que a mudança de controle da SAF pode não depender apenas da vontade comercial das partes. A manifestação de Textor sinaliza que a discussão sobre propriedade das ações seguirá como peça importante antes de qualquer desfecho definitivo.
O tema também pesa no planejamento esportivo. Enquanto a estrutura societária permanece em debate, o clube precisa tocar decisões de elenco, orçamento e gestão com uma transição ainda sem conclusão pública. A venda à GDA Luma passou a ser o caminho anunciado, mas a reação do ex-gestor mostra que o processo ainda pode ter capítulos fora do futebol.












