Textor leva disputa da SAF do Botafogo a novo capítulo nos EUA

Empresário incluiu João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro em ação na Flórida e pede mais de US$ 400 milhões.

Por Redação Tipstando

12/06/2026, 19:24

John Textor em entrevista à Botafogo TV
John Textor em entrevista à Botafogo TV - Foto: Botafogo

John Textor ampliou a disputa pelo controle da SAF do Botafogo na Justiça dos Estados Unidos. Segundo o ge, o empresário anexou novos documentos ao processo que corre na Flórida e incluiu João Paulo Magalhães, presidente do clube associativo, e Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente alvinegro, entre os alvos da ação.

O pedido financeiro passa de US$ 400 milhões, valor superior a R$ 2 bilhões na cotação atual. A cobrança é apresentada por Textor como reparação por suposta interferência indevida nos negócios ligados à SAF. A ação também busca o reconhecimento de que ele seguiria dono de 90% das ações da Botafogo SAF.

O que Textor pede na ação

De acordo com a reportagem, o processo nos Estados Unidos tem três frentes principais: reconhecer a propriedade da SAF Botafogo, declarar nulo o acordo discutido no caso e responsabilizar João Paulo Magalhães e Montenegro por indenização. Textor sustenta que a Eagle não teria pago os US$ 24 milhões previstos no acordo de compra das ações, assinado em novembro de 2022.

A argumentação repete uma linha já usada pelo empresário em movimento anterior: se o pagamento não foi concluído, a transferência das ações também não teria sido finalizada. Por essa leitura, Textor afirma que continuaria no controle majoritário da SAF alvinegra.

Acusação envolve bastidores do clube

Outro ponto citado na ação é a alegação de interferência ilícita nos direitos econômicos e societários do americano. O ge informa que Textor menciona articulações de bastidores envolvendo reuniões com GDA Luma Capital e Michele Kang, presidente do Lyon, das quais ele não teria participado.

Além da indenização superior a US$ 400 milhões, o empresário pede danos punitivos, honorários advocatícios e custas processuais. O caso nos Estados Unidos se soma a uma disputa que também corre no Rio de Janeiro.

João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro foram procurados pelo ge e não se manifestaram até a publicação da reportagem. Para o Botafogo, o avanço da briga judicial mantém a SAF no centro de uma queda de braço institucional em plena temporada, com reflexos diretos sobre o comando e os próximos passos administrativos do clube.

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