Raphinha reconhece cobrança diferente no Brasil antes da estreia na Copa
Atacante do Barcelona falou sobre a relação com a torcida brasileira e chega como peça importante de Ancelotti para Brasil x Marrocos.

Raphinha chega à estreia do Brasil na Copa do Mundo cercado por uma cobrança que ele mesmo reconhece como diferente. Titular quando esteve à disposição de Carlo Ancelotti, o atacante do Barcelona admitiu que o carinho recebido na Europa não se repete na mesma medida entre parte da torcida brasileira, apesar do peso que ganhou no clube catalão nas últimas temporadas.
A declaração foi dada em entrevista coletiva antes de Brasil x Marrocos, marcado para sábado (13), às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Segundo o site Trivela, o camisa 11 tratou o tema sem confronto e disse que entende a desconfiança por ter deixado o país ainda jovem, antes de construir uma identificação forte no futebol brasileiro.
Menos idolatria no Brasil, mais cobrança na seleção
O ponto levantado por Raphinha ajuda a explicar uma diferença de percepção. Na Espanha, ele virou um dos nomes centrais do Barcelona e acumulou números expressivos: são 75 gols em 177 partidas pelo clube. Na seleção brasileira, a produção é menor, com 11 gols e oito assistências em 39 jogos.
O atacante não fugiu da comparação. Ele afirmou que, se os jogadores são cobrados pelo que fazem nos clubes, também podem tentar levar esse nível para a seleção. A frase tem peso porque o Brasil ainda busca uma versão mais constante de Raphinha com a camisa amarela, especialmente em jogos de Copa.
Ancelotti ainda define encaixe no ataque
Raphinha disputou a Copa de 2022, mas não saiu daquele Mundial como protagonista. Agora, quatro anos depois, aparece em outro patamar: mais maduro, mais decisivo no Barcelona e novamente cotado para começar entre os titulares. O ciclo com Ancelotti, porém, foi cortado por lesões. Ele participou de apenas seis dos 12 jogos desde a chegada do treinador, em maio de 2025.
Mesmo assim, sempre que esteve disponível, foi tratado como opção principal no setor ofensivo. A dúvida para a estreia está mais ligada ao posicionamento do que à presença no time. No último teste citado pela reportagem, Raphinha começou pelo lado esquerdo e depois atuou pela direita, deixando a decisão final para Ancelotti.
A fala do camisa 11 coloca a pressão em termos simples: ele sabe que ainda precisa aproximar a versão do Barcelona daquela que aparece pela seleção. Contra Marrocos, em um jogo de estreia e com o Brasil tentando começar a Copa sem tropeço, essa comparação tende a aparecer de novo a cada participação no ataque.
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