Fala de Taffarel reacende debate sobre Fábio fora da Seleção

Preparador de goleiros citou uma suposta passagem do goleiro pelo Brasil, mas Fábio nunca atuou pela equipe principal.

Por Redação Tipstando

13/06/2026, 21:24

Fábio, goleiro do Fluminense, em arte oficial de renovação de contrato com o clube
Fábio, goleiro do Fluminense, em arte oficial de renovação de contrato com o clube - Foto: Marcelo Gonçalves/FFC

A explicação de Taffarel para a ausência de Fábio na Seleção Brasileira abriu um novo capítulo em uma discussão antiga sobre o goleiro do Fluminense. Em entrevista ao jornal AS, repercutida pela Trivela neste sábado (13), o preparador de goleiros da comissão de Carlo Ancelotti afirmou que o camisa 1 tricolor “já teve sua época” na equipe nacional. O ponto central é que essa frase não bate com o histórico do jogador no time principal.

Fábio, hoje com 45 anos, acumulou convocações ao longo da carreira, mas nunca entrou em campo pela Seleção principal. Ele esteve em listas de amistosos, Copa das Confederações de 2003 e Copa América de 2004, além de ter sido lembrado em 2011, no ciclo de Mano Menezes. A trajetória com a camisa do Brasil ficou restrita às categorias de base, com títulos no Sul-Americano e no Mundial sub-17 de 1997.

O que Taffarel disse sobre a lista

Ao justificar a convocação de Weverton para a Copa do Mundo, Taffarel ressaltou a experiência do goleiro do Palmeiras e citou outros nomes que estavam no radar da comissão. Segundo a Trivela, o preparador afirmou que, se Weverton não fosse chamado, opções como Bento, Hugo Souza e John apareceriam antes de Fábio na fila.

A fala pesa porque Fábio virou tema recorrente nos últimos anos pela regularidade e pela longevidade. Ele é recordista de partidas oficiais no futebol, passou de 1.400 jogos, foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Cruzeiro e levantou Libertadores e Recopa Sul-Americana pelo Fluminense. Mesmo assim, nunca conseguiu transformar convocações em minutos pela Seleção principal.

Ausência segue sem explicação simples

O próprio goleiro já tratou do assunto depois da convocação para a Copa. Em entrevista anterior, Fábio afirmou que não trabalha pela CBF, mas por Deus, pelo Fluminense e pelos clubes que defendeu. Também disse que, por muitos anos, ouviu o argumento de que a Seleção buscava jogadores mais jovens.

A discussão não muda a lista de Ancelotti, mas expõe uma contradição importante no discurso usado para explicar a escolha dos goleiros. Fábio teve história longa no futebol brasileiro e passagem vencedora nas categorias de base da Seleção. O que ele não teve, justamente, foi uma “época” defendendo o Brasil no time principal.

Fonte: entrevista de Taffarel ao jornal AS, com repercussão e contextualização da Trivela.

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