Corinthians tem semana decisiva para quitar salários e evitar nova punição da Fifa
Clube tenta resolver atrasos com elenco e dívida com o Talleres por Rodrigo Garro antes de novo prazo informado pelo presidente argentino.

O Corinthians entrou nesta semana com duas cobranças urgentes na mesa: os salários atrasados de jogadores e comissão técnica e a dívida com o Talleres, da Argentina, pela compra de Rodrigo Garro. A pendência internacional pressiona ainda mais a diretoria porque pode abrir caminho para uma nova punição da Fifa se não houver pagamento no curto prazo.
Segundo o ge, o salário que deveria ter sido pago no quinto dia útil de junho ainda não foi quitado. Desta vez, a diretoria evita prometer uma data pública para resolver a situação, ao contrário do que ocorreu no mês passado, quando os atrasos foram regularizados em poucos dias.
Prazo com o Talleres aperta o Corinthians
A outra frente envolve o Talleres. O presidente do clube argentino, Andrés Fassi, informou ao ge que estabeleceu 16 de junho como novo limite para o pagamento integral da dívida pela negociação de Garro. O valor citado é de US$ 7 milhões, cerca de R$ 35,7 milhões.
O caso preocupa porque o Corinthians já convive com restrições no mercado. O clube cumpre transfer ban por uma dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente à contratação do volante José Martínez em 2024. Essa pendência é de aproximadamente US$ 1,5 milhão, ou R$ 7,54 milhões na cotação atual.
Mais uma cobrança em aberto
Além das cobranças envolvendo Garro e José Martínez, o Corinthians também tem uma decisão da Corte Arbitral do Esporte a cumprir. No fim de março, o CAS condenou o clube a pagar pouco mais de R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca, pelo descumprimento de acordo na compra do volante Charles.
O prazo dessa decisão é de 45 dias a partir da publicação. Se a dívida não for quitada, o Corinthians também pode ser punido com novo bloqueio para registrar jogadores. Para um clube que tenta reorganizar as finanças e planejar a próxima janela, a combinação de salários atrasados, dívidas externas e risco esportivo deixa a semana com peso maior do que uma simples negociação de bastidor.












