Botafogo chega a quase R$ 300 milhões em dívidas ligadas a transfer bans
Valores aparecem no processo de recuperação judicial da SAF; clube segue impedido pela Fifa de registrar novos reforços.

O Botafogo tem quase R$ 300 milhões em dívidas ligadas às punições que impedem o clube de registrar novos jogadores na Fifa. Os valores foram apresentados no processo de recuperação judicial da SAF e citados pelo ge nesta segunda-feira (15), no mesmo contexto em que o Alvinegro recebeu o sexto transfer ban da entidade.
A conta descrita pelo clube envolve pendências por cinco contratações: Thiago Almada, Rwan Cruz, Santi Rodríguez, Artur e Lucas Villalba. Somadas, elas chegam a R$ 299.710.364,00, sem incluir uma sexta punição administrativa da Fifa, cujo valor não foi divulgado.
Dívida maior passa pela MLS
A maior parte do valor aparece relacionada à Major League Soccer. Segundo a lista de credores anexada ao processo no Rio de Janeiro, a SAF informou débito de R$ 191.949.717,50 com a liga norte-americana, referente a valores envolvendo o Atlanta United, por Thiago Almada, e o New York City, por Santi Rodríguez, além de taxas, multas e juros.
O Botafogo também registrou dívida de R$ 36.915.090,00 com o Ludogorets, pela contratação de Rwan Cruz. Há ainda R$ 55.227.300,00 pendentes com o Zenit, ligados à chegada de Artur, e R$ 15.618.256,50 com o Nacional, do Uruguai, por Lucas Villalba.
No documento da recuperação judicial, o clube aponta passivo total de cerca de R$ 1,286 bilhão. A partir da apresentação da lista, os credores têm prazo para contestar os valores informados.
Punição trava novos registros
Enquanto os débitos não forem resolvidos ou suspensos, o Botafogo permanece sem poder inscrever reforços. O caso de Almada pesa mais porque houve reincidência após um acordo de pagamento não cumprido. As demais sanções renderam três janelas de suspensão para novos registros.
Nos bastidores, o clube trabalha com a possibilidade de derrubar parte das punições aplicadas depois do pedido de recuperação judicial. Se a Fifa aceitar esse entendimento, a cobrança ficaria suspensa na esfera esportiva e o crédito teria de ser discutido dentro do processo judicial. Ainda não há decisão sobre esse ponto.
O tema pressiona diretamente o planejamento do elenco. Com a janela travada, qualquer movimento de mercado depende primeiro de uma saída para as dívidas reconhecidas no processo ou de uma reversão das punições na Fifa.
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